Arsenal testa 3-4-3, joga de maneira estranha e volta a vencer

Ver o Arsenal jogando com 3 na zaga, algo que o Wenger já foi declaradamente contra, mostra o tamanho da falta do desespero pelo qual passamos. Também não treinamos muito o esquema, dada a bagunça que fomos pelo jogo.


Essa bagunça criou um lado positivo; como todos estavam fora de posicionamento o tempo todo, o time correu como nunca. Analisando com mais frieza, apenas Gabriel e Ox realmente se beneficiaram do esquema novo, causando um pesadelo constante pelo lado direito do ataque.


De resto, a coisa foi mais complicada. Alexis e Özil não aproveitaram tanto a liberdade que o esquema os dá e passaram o primeiro tempo basicamente sem saber muito bem para onde ir. O chileno acabou sumindo e o alemão, relegado ao papel de acionador de Ox. Contudo, o gol de falta de Sánchez em muito nos ajudou.


Existiam alguns problemas graves com a maneira que escolhemos para jogar, em particular o fato de Monreal ter jogado completamente ilhado de velocidade. Xhaka, Ramsey e Holding não possuem a explosão muscular necessária para fazer uma cobertura eficiente, o que deixou o ala tendo que dar muito espaço para o winger adversário. 


Getty Images
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Novamente vencendo com nossos protagonistas


Quando sofremos o empate, o time se comportou de uma maneira que poucas vezes havia visto na temporada. O que vimos foi muita entrega, tentar ganhar todas as divididas, um jogo muito físico para chegar no gol do Boro. Felizmente, Özil conseguiu espantar a sua má fase para nos levar à vitória.


Levamos uns sustos pelo alto e o esquema está longe de ser o ideal, mas, num momento em que o time já não possui nenhuma estrutura e é absurdamente mal treinado, a ponto de Alexis ser trocado por Coquelin e o posicionamento do reserva ser o mesmo do titular, é melhor tentar aprontar uma correria louca e ver no que dá.


A alegria dos jogadores depois da partida, indo na torcida e tudo mais, até faz parecer que essa mudança foi coisa deles. De qualquer forma, é bom vencer novamente.