Arsenal: a hipocrisia de Ian Wright

Sem dúvidas, Ian Wright foi um dos maiores atacantes da história do Arsenal. Com ele em campo, ganhamos de tudo, até títulos internacionais. Então, quando ele fala algo sobre o Arsenal, eu ouço com atenção.


Contudo, vê-lo todo indignado com o comportamento da torcida e dos jogadores em relação a Wenger é um tanto cômico, até parece que ele não lembra que quem provocou a chegada do boss foi ele mesmo.


Sua relação tempestuosa com Bruce Rioch, o predecessor de Arsène Wenger no Arsenal, foi o grande motivo do escocês não ter durado uma temporada inteira no clube. Ele estava promovendo as mesmas mudanças que o francês traria de maneira mais completa no ano seguinte e era essencial fazer o time ser menos dependente da bola longa para nosso centroavante.


Getty Images
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Só porque é amigo, não pode criticar?


Por não aceitar a mudança de estilo de jogo que o prejudicava, passou a fazer de tudo para derrubar o técnico - e conseguiu.


No fim das contas, não fez grande diferença, já que Wenger acabou por fazer basicamente a mesma coisa que Rioch queria ter feito, apenas com melhor toque pessoal. Mesmo assim, ele se tornou o segundo maior artilheiro da história do clube (185 gols em 288 jogos), um feito impressionante para quem chegou no Arsenal já com 28 anos de idade.


Wrighty, mais do que ninguém, entende que existe um ponto de ruptura entre técnico, jogadores e torcida. Ele devia respeitar mais o atual.