América-MG mantém confiança e a ponta da tabela

O jogo contra o Náutico era perigoso por vários motivos.


O adversário vivia seu melhor momento na competição, com duas vitórias seguidas pela primeira vez. Já o América precisava mostrar serviço após uma derrota chata contra o CRB, mas estava sem Bill, muito importante não só na marcação aos zagueiros, como nos passes e assistências.


Outra dificuldade era o fato de o Náutico ficar apenas na defesa, esperando o América para tentar se aproveitar. Detalhe que já estamos acostumados com tudo isso, pois não só dentro de casa, mas também fora, o Coelhão é que propõe o jogo e corre riscos.


Como se esperava, a postura dos jogadores americanos foi de muita confiança. É um time experiente, calejado e acostumado a grandes decisões. Jogamos o jogo e vencemos num lance de habilidade de Giovanni e Luan. A infiltração do bom lateral-esquerdo ofensivo e sua calma para servir Hugo Almeida é digna de aplausos.



Há de se parabenizar também nosso camisa 9, que teve a chance de ser titular e cumpriu bem seu papel. Hugo não conseguiu segurar tanto a bola como Bill, mas brigou pelos lances, sofreu uma ou duas faltas perigosas (uma claríssima não foi marcada) e fez um gol que Bill costuma errar. Deve ter saído exausto.


Luan também mostra sua importância para o time, principalmente quando segura a bola e na disputa de corpo. Falta pouco para ele ser um grande jogador, mas para isso vai precisar acertar mais passes. Ele comete uns erros fáceis, falta um pouco mais de capricho.


O América teve alguns minutos ruins no início do segundo tempo, quando o Náutico conseguiu segurar mais a bola no ataque. Mas logo o adversário perdeu o ritmo e o Coelhão retomou as rédeas da partida, chegando a ter a pelota por longo tempo.


Os acertos de Enderson


As duas substituições foram corretas.


Renan Oliveira voltou exatamente depois de um mês fora, não poderia aguentar os 90 minutos – tem que participar mais do toque de bola. A entrada de Hugo Cabral foi providencial, pois sua velocidade se encaixava na proposta de contra-ataque. Se ele não tivesse sido fominha e tocasse para Luan no fim do jogo, o América teria saído com mais gols. Hugo, é futebol profissional, não pelada de fim de semana! É bom o técnico dar um toque nele.


Cansado, Hugo Almeida não poderia continuar, mas seria errado colocar um atacante de ofício. A opção pelo volante William foi correta, pena que ele não entrou bem dessa vez. O América precisava proteger-se mais no final do jogo, mas também manteve a possibilidade de contra-ataque com Matheusinho, Luan e Hugo Cabral.


Enderson só não fez a terceira substituição por causa de João Ricardo, que reclamou alguma coisa. Via-se claramente Fernando Leal aquecendo junto à linha lateral. Também, não havia um jogador no banco para uma aposta muito certeira, só se alguém estivesse cansado.


O América continua firme na caminhada rumo ao acesso, são oito pontos de diferença para o quinto colocado. Uma vitória importante para não deixar a peteca cair.