América-MG joga bola e vence; Londrina reclama sem razão

O jogo diante do Londrina seria difícil. Não só pelo bom toque de bola do adversário e pela sequência sem derrotas deste, mas em razão de o América estar sem seus dois camisas 10 e dois laterais-direito (um deles, Christian, já é improvisado), além do primeiro volante Zé Ricardo e do zagueiro Rafael Lima, dois pilares importantes do sistema defensivo. E sem o lateral-esquerdo Pará, que estava muito bem antes de se machucar. 


Mesmo com seis desfalques-chave, o Coelhão se superou e conseguiu somar mais três pontos, prova de que tem elenco extenso. Uma vitória clássica daqueles times que vão brigar pelo acesso e podem ir mais longe do que isso.


O primeiro tempo não foi tão ruim como pareceu das arquibancadas. O adversário esteve muito bem postado em campo, ganhando as divididas. O que faltou ao América foi ter mais atitude de roubar a bola, que sempre ficava com o Londrina após os duelos.


Já na etapa final, os desempenhos se inverteram. Enquanto o adversário pouco chegava (quando o fez, marcou o segundo gol, o do empate, mas sofreu o terceiro logo depois), o América passou a ficar mais com a bola.


Neto Moura começou o jogo bem, mas passou a errar muito, tanto que foi substituído. E aí veio a grande mudança de Enderson Moreira. Ao colocar Willian e trazer Matheusinho para o meio, a nossa grande promessa da base desequilibrou a partida a favor do Coelhão, mudando o jogo.


No gol da virada, deu dois belos dribles desconcertantes no jogador do Londrina, que até agora está procurando a bola, e abriu para Bill finalmente fazer um gol com bola rolando para coroar seu grande trabalho como pivô e na marcação dos zagueiros na saída de bola! Que golaço lindo, sinal de que vem muita coisa boa para ele na sequência da Série B.


No tento da vitória, Matheusinho, Bill e Luan tocaram na bola até o gol do terceiro (ela passou duas vezes por baixo das pernas dos zagueiros), mas há de se destacar o início do lance, no desarme que virou passe de Juninho para Matheusinho.



Os erros do árbitro


Os jogadores do Londrina estavam muito nervosos. Claro, perder depois de seis rodadas e num confronto direto deve ser péssimo. Sobrou até para Jonatas Belusso, que ofendeu o árbitro cearense Luiz César de Oliveira Magalhães e acabou expulso depois do jogo.


O problema é que o Londrina não tem absolutamente nada a reclamar. Ao contrário, é o América quem tem críticas ao trabalho do senhor juiz que, no segundo tempo, não deu cartões amarelos claríssimos ao adversário, inverteu faltas e não marcou outro pênalti para o Coelhão, em cima de Matheusinho.


Antes de analisar cada lance, porém, é importante avisar algo. Caros torcedores e jogadores do Londrina, vocês não podem ir na conversa dos tais narrador e comentarista do Premiere.


Sinto dizer, mas eles nunca opinam a favor do América, mesmo quando a razão está conosco – a tal virada do Londrina contra o Guarani foi citada umas quatro vezes durante o jogo, até no final, quando já estava 3 a 2 para o América. Fico imaginando a raiva e a tristeza dos dois cada vez que terminam de trabalhar num jogo do Coelhão, lamentando mais uma vitória nossa!


1º pênalti


Reprodução
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Braço aberto (não interessa se pouco ou muito) dentro da área é pênalti


O que o bom senso versa dentro da área? Que o zagueiro coloque as mãos para trás a fim de não aumentar sua área de contato. O que o jogador do Londrina fez? Abriu o braço direito, aumentando a área de contato. Foi intencional? Provavelmente não. Ele abriu demais o braço? Com certeza não.


Para ser falta, não precisa ser intencional, sem querer também vale. Para ser pênalti, não precisa ser muito ou pouco, basta sê-lo. Portanto, o jogador do Londrina correu o risco de cometer a infração, cometeu-a e o bandeirinha marcou. Nota-se que ele tinha a melhor visão do lance, de trás, e viu claramente o braço aberto. Lambança foi o árbitro ter marcado TIRO DE META!


2º pênalti



Aos 15 do segundo tempo, Matheusinho entrou na área junto de dois zagueiros do Londrina. Eles fecharam bem o espaço, e nossa promessa da base procurou sair dali para rolar atrás. Só que um dos adversários não teve paciência de apenas cercá-lo e arriscou tudo, dando o bote. Como mostra o vídeo, o zagueiro do Londrina não encosta em nenhum momento na bola, mas nas pernas de Matheusinho, derrubado na área.


Como o árbitro achou que não foi pênalti no primeiro lance, passou a compensar para o adversário o resto do jogo. Não deu cartões e faltas para o América e não marcou mais esse pênalti claríssimo.


Pode-se dizer que o árbitro sentiu a pressão de apitar um jogo importante da Série B. Enquanto o Londrina preferiu ficar nervoso nos 45 minutos finais a jogar bola, o América mostrou sua qualidade e venceu a partida. Tivemos confiança suficiente para reagir duas vezes, o que mostra a força desse elenco, que sabe que ainda tem muita coisa pela frente. Vamos manter o ritmo!