Má fase do Palmeiras na Série A é lição para o América-MG

O Palmeiras tem um dos elencos mais caros e recheados de opções do futebol brasileiro. O clube não para de ir ao mercado trazer reforços, toda semana tem anúncio de contratação – as últimas foram as de Bruno Henrique e Deyverson.


Acessar o BID da CBF, programa no qual se registram os vínculos dos atletas a fim de regularizá-los, significa encontrar alguém do Palmeiras chegando ou sendo emprestado.


É uma máquina de dinheiro, por assim dizer.


Com tantos jogadores renomados e caros, é evidente que torcedores e dirigentes esperam que o Palmeiras levante todas as taças, jogue o melhor futebol e assuma o topo. Entretanto, futebol não é um esporte tão lógico assim, pois não significa que o mais rico vá sempre ganhar.


O Palmeiras é a prova disso.


Mesmo com tanto poder financeiro, o time está longe de engrenar, tanto que perdeu fácil para o Corinthians, dentro de casa, na última rodada, e sequer chegou a criar muitas chances de gol – só ficava rodando a bola de um lado para o outro e cruzando bola na área.


Desorganizado, o Palmeiras de Cuca está sentindo a pressão de ter que ganhar todas as competições e vai perdendo confiança a cada rodada. O time soma 19 pontos na Série A, no sétimo lugar, mas já são 16 pontos atrás do líder Corinthians e só dois acima do Atlético-MG, 12º colocado.


Além disso, o time ainda tem que se recuperar na Libertadores e na Copa do Brasil. No torneio sul-americano, precisa reverter a derrota de 1 a 0 para o Barcelona de Guayaquil (Equador), enquanto na competição nacional tem que vencer o Cruzeiro fora de casa (ou empatar por 4 a 4).


Não é nenhum absurdo imaginar que o Palmeiras continue nesse perde e ganha no Brasileirão e seja eliminado nas outras competições daqui a um mês. Se isso ocorrer, fatalmente a torcida vai pedir a demissão de Cuca, que até agora não conseguiu dar padrão de jogo.


O Coelhão nessa história


Divulgação/América Mineiro
Divulgação/América Mineiro

Somente o treinamento intensivo fará o América Mineiro se destacar pelo coletivo


O que está acontecendo com o Palmeiras serve de lição ao América Mineiro...


Se ter rios de dinheiro nem sempre significa vitórias e títulos, quem tem pouca grana comparado ao G12, caso do Coelhão, nem sempre está condenado ao rebaixamento. Muito mais do que conta bancária, o que vale para definir a posição no campeonato é dentro de campo.


Um time bem treinado, com os jogadores sabendo o que precisam fazer e onde estão os companheiros, com certeza trará melhores resultados. Talvez não seja campeão, pois para isso precisa-se do jogador diferenciado, mas o América, quando está na elite, só deseja permanecer. 


A confiança também é muito importante, até porque a grande diferença entre a maioria dos jogadores da Série A é apenas o salário. A qualidade é parecida, exceto aqueles poucos excepcionais – para o padrão nacional.


Foi exatamente isso que faltou aos jogadores do América na Série A 2016: treinamento intensivo de repetições e confiança. Quando tivermos uma próxima chance de disputar a elite (tomara que seja já em 2018), precisaremos esquecer a diferença financeira perante os adversários e procurar focar naquilo que realmente interessa.


É bom guardarmos essa lição do Palmeiras para que os erros de 2016 não voltem a ocorrer!