América-MG soube tornar tranquilo um jogo chato contra o Boa

O Boa Esporte sabe jogar fora de casa. Marca muito forte e aproveita os erros adversários para balançar as redes. Foi assim que os mineiros do interior venceram Figueirense e Inter.


Foi assim que o time de Varginha se postou contra o América.


Só que a estratégia deu muito errado, pois é claro que o Boa Esporte iria cometer erros. E o Coelhão tem Ruy, que aproveitou os espaços em dois lances e marcou dois golaços sensacionais, daqueles que valem a compra do ingresso – ou o pagamento do sócio-torcedor Onda Verde.



Ótima dúvida para Enderson Moreira: Renan Oliveira, que vinha de boa sequência, ou Ruy, que está voltando de contusão e resolveu a partida? É uma decisão difícil, pois Renan aparece bem dentro da área e está fazendo gols, mas não fica tão centralizado e não participa do jogo como Ruy, que tem boa finalização e sabe colocar a bola. Talvez não dê para ambos jogarem juntos.


O esquema do técnico


Enderson Moreira agiu bem ao deixar de lado os três atacantes, nem que seja só para essa partida. Assim, não deu tanto espaço ao Boa Esporte. As únicas chances do adversário fomos nós que demos, num erro de Zé Ricardo na saída de bola e na marcação errada de Norberto, que foi em cima do jogador do Boa ao invés de cortar o passe.


Ainda bem que não resultou em grande perigo, pois Messias se recuperou a tempo de impedir a evolução das jogadas. Boa partida dele mais uma vez, aliás.


O erro de Enderson Moreira foi na escolha dos nomes. Matheusinho não era uma boa escolha para começar jogando, até porque ele se destacou entrando centralizado no segundo tempo contra o Santa Cruz e aberto na direita quando tínhamos um a mais diante do Brasil de Pelotas.


O técnico poderia ter escalado Neto Moura ou Renato Bruno, que fazem a meia-direita. O jogo ficou bom para Matheusinho a partir da expulsão do goleiro adversário, pois ele teve mais espaço. Porém, já estava cansado e acabou substituído sem ter tido tempo de aproveitar a situação.


Arbitragem fraca


Vale ressaltar o mau trabalho do árbitro gaúcho Daniel Nobre Bins, 39 anos. Ele foi tão mal que parecia árbitro da federação mineira. Para começar, nas cobranças de lateral do América ele pedia para ser na posição correta, mas os jogadores do Boa podiam cobrar mais à frente.


Os adversários apelaram depois de perceberem que são infinitamente inferiores do América e começaram a entrar duro nas divididas. Quem mais estava nervosinho era o zagueiro Caíque, que conseguiu contundir Pará a ponto de ficarmos com dez em campo. Ele saltou com nosso lateral-esquerdo e fez a carga já fora do campo, atirando-o na placa de publicidade! E NÃO RECEBEU NEM CARTÃO AMARELO!


Um absurdo sem tamanho!


Quem sabe o América não possa enviar o vídeo do lance para o STJD/CBF e pedir punição ao zagueiro? Ainda mais se Pará ficar de fora dos próximos jogos. Já que o árbitro não conseguiu (ou não quis) fazer seu trabalho de disciplinar a partida.


A torcida


Os americanos precisam ir mais a campo, mesmo nos horários piores. O jogo desta terça-feira deu pouco menos que o do Brasil de Pelotas, mas agora não há desculpa. Contra o Guarani, no sábado às 16h30, é a partida que pode premiar o vencedor com a liderança, além de o horário ser extremamente favorável.


Outra coisa: alguns torcedores não entendem o que significa tocar a bola atrás. O América ganhava por 2 a 0, tinha um a mais em campo, o adversário já desistira. O melhor era tocar a bola na defesa à espera do melhor momento de atacar. Quando surgiu o espaço, o América se infiltrou e conseguiu escanteios.


Se partisse para o ataque como alguns torcedores queriam, o Coelhão poderia errar e dar a chance ao Boa de diminuir o placar e entrar no jogo. Futebol é posse de bola, temos que ter calma para furar a marcação adversária, ainda mais no Independência. Ou todo mundo já se esqueceu a derrota para o Paysandu, que marcou nos nossos erros?


O América recebe o Guarani estando num bom momento, com confiança. Mesmo com a boa sequência, a disputa pelo G4 continua acirrada, e será assim até o fim. Portanto, a próxima partida é chave para as pretensões do Coelhão


Que a torcida entenda isso e vá a campo apoiar!