América-MG joga bem e passa no teste contra o Paraná

Da maneira como o América atuou, a vitória não seria nenhum absurdo, muito pelo contrário. Aconteceu o empate, e o mais importante nem é o resultado, mas o desempenho. Foi um jogo acima da qualidade média da Série B, inclusive.


O Paraná Clube exigiu muito mais do que Santa Cruz, Luverdense e Brasil de Pelotas, como era de se esperar. E o Coelhão não só deu conta do recado, mas foi superior ao adversário na maioria dos 90 minutos. Faltou pouco para somarmos os três pontos. Nos dez minutos finais, tivemos pelo menos três grandes chances, que acabaram desperdiçadas por pura afobação e ânsia de fazer o gol.


Mike até começou bem, dando um bom passe, mas sentiu-se o responsável por balançar as redes e não teve paciência. Ao invés de servir um companheiro mais bem posicionado, preferiu arriscar da entrada da área, jogando a bola longe duas vezes. Em outro lance, Pará poderia ter aberto a jogada na lateral, mas também arriscou e chutou mal.



Ao contrário de Mike, nosso lateral-esquerdo mantém nota positiva. E, dessa vez, mostrou evolução. A preocupação com Pará era na marcação, mas ele foi quase perfeito diante do Paraná Clube, tirando muitas bolas. Seu único erro foi ter tocado de cabeça para trás, dando a melhor chance ao adversário. Num misto de boa saída do gol e sorte, João Ricardo viu a bola tocar em seu calcanhar e sair a escanteio.


João Ricardo, aliás, aparecera poucos minutos antes, aí sim com totais méritos de ter crescido para cima do adversário e impedido o gol. O América cometeu erros, o que acontece com todos os times. Mas na maioria deles conseguimos impedir o gol. Só não evitamos o do empate, pois Bill estava muito longe do adversário e nem teve tempo de atrapalhá-lo na subida.


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O meio-campo do América, incluindo os volantes, foi muito bem. Renan Oliveira mais uma vez manteve o desempenho positivo, deve ter saído por puro cansaço – não o tiraria, pois era mais interessante fazer a bola rodar na entrada da área para aproveitar o jogador a mais. Ruy entrou pouco antes da expulsão para segurar mais a bola e fazê-la girar, substituição correta de Enderson Moreira.


No geral, o ataque é que ficou devendo. Hugo Cabral esteve mal, pois não conseguiu nem passar pelo adversário driblando. Luan foi mais participativo do que de costume, até errou menos (no bom cruzamento de Pará, quase fez o gol de cabeça), mas vacilou em alguns passes simples demais. Bill perdeu um gol feito mais uma vez, não teve força e reação para finalizar. Não se pode errar tanto dentro da área, ainda mais ele.


Norberto não entrou bem, mas estava há muito tempo sem jogar e ainda teve de encarar o frio pesado de Curitiba, não deve ser fácil. Não era jogo para ele recomeçar, mas ele teve que entrar. Foi azar pela saída de Christian, que estava muito bem na lateral-direita.


A luta continua!


Enfim, o América foi muito bem coletivamente, mostrou para os adversários que é forte e vai dar trabalho na Série B. O primeiro objetivo foi alcançado, agora os jogadores precisam descansar para as duas próximas partidas, ambas no NOSSO ESTÁDIO Independência. É hora de embalar de vez e ser de fato um candidato ao acesso!


Adendo. Não dá para entender por que a torcida do Paraná Clube ficou tão nervosa com o árbitro. A expulsão foi muito correta, ele deixou de dar faltinhas para os dois lados e ainda poderia ter dado mais dois vermelhos: um na falta do lateral sobre Bill, que caminhava livre para fazer o gol – não era para amarelo -, e o outro para Zezinho, que agrediu Ruy sem bola no campo de ataque.