América-MG 1x1 Inter: chegou a hora de engrenar na Série B

O Coelhão foi um desastre no primeiro tempo, quase nada deu certo. Na etapa final, o jogo foi outro e o América poderia até ter vencido nos minutos finais, pois acuou o adversário com vários escanteios e laterais perto da área.


Pelo que foi a partida, o ponto conquistado ficou de bom tamanho, independentemente do adversário. O Inter não é isso tudo, ainda mais para quem tem, só da televisão, R$ 60 milhões para investir, contra míseros R$ 6,2 milhões do América.


No campeonato, o empate é ruim, pois ainda não conseguimos ficar na parte de cima da tabela. Temos de parar de mirar a distância para o G4. A partir de agora, a cobrança pelos resultados tem de ser mais firme, pois precisamos entrar no grupo dos promovidos e começar a aumentar a distância na caminhada rumo ao acesso.


Chega desse lenga-lenga de que falta pouco para engrenar. OU VAI, OU RACHA!



O que Enderson aprendeu (espera-se!)


Matheusinho


Sem dúvida, Matheusinho mudou o jogo para melhor. Não o teria colocado, pois não esperava esse rendimento da jovem promessa. Enderson acertou.


Detalhe que ele não jogou aberto na direita, mas centralizado. Assim, tocou mais a bola e até ganhou uma dividida em que ele estava em desvantagem perante o adversário. Confiança é bom demais para um jovem que viveu maus momentos até aqui na temporada.


Não deu para entender por que Enderson o colocou aberto novamente para a entrada de Renan Oliveira, ele mudou o que havia acertado. Evidente que, quando Matheusinho receber oportunidade no próximo jogo, fique CENTRALIZADO! O técnico não pode errar mais isso, viu?


Gerson Magrão


Ficou bastante claro que Magrão não tem lugar no time titular. Parece sem força física, dá a impressão de que vai encerrar a carreira no fim da temporada, mesmo com 31 anos. Os erros ofensivos de Magrão são constantes, e ele já não sabe marcar muito bem e por isso não pode cercar o adversário com mais veemência, pois cometerá faltas.


Três atacantes?


Enderson pode ser um amante de times ofensivos, mas o treinador não pode ficar preso a formações táticas, precisa montar o time de acordo com os jogadores que tem. E fica evidente que não temos três atacantes com força para ser titulares.


Hugo Cabral dá muita movimentação ao time, mas lhe falta mais eficiência na finalização e no último passe. Por enquanto, ele deve ser reserva, não porque não tenha condições de ser titular. Entrando no segundo tempo, Cabral pode ter mais espaço por causa do cansaço do adversário e trazer o América para o jogo, assim como fez Matheusinho. Como titular, ele acaba cansando e não consegue desequilibrar.


Novo esquema URGENTE!


Se não temos três atacantes, temos três volantes – na teoria, pois dois são meias quando temos a bola. Com Willian, Zé Ricardo e Christian no meio-campo, o América deixa menos espaços ao adversário, procurando evitar gols bobos como os contra Vila Nova e Inter – ambos foram muito parecidos, não se pode tomar gol no um-dois. E também chega ao ataque com os dois últimos, que podem tabelar com os atacantes na intermediária ofensiva.


O xerife Lima


Se o América tivesse mais dois ou três jogadores com o espírito de Rafael Lima... Ele chamou a responsabilidade na hora do escanteio, veio lá de trás em alta velocidade e subiu com maestria para empatar. Não tenho dúvidas de seu papel de motivador perante os companheiros, e isso é super importante. 


Chegou a hora!


Os jogadores precisam entender que é agora que se constrói a campanha do acesso, não dá pra deixar para depois. A cobrança pela promoção ocorre porque se sabe que o elenco tem capacidade de alcançá-la. Mas é chegado o momento de mostrarmos que podemos subir!


HORA DE ENGRENAR, AMÉRICA!


CHEGA DE LENGA-LENGA, AMÉRICA!


EM BUSCA DO ACESSO, AMÉRICA!