Hugo Cabral no América-MG: titular ou reserva?

Pode-se dizer que a estreia do atacante Hugo Cabral no América Mineiro aconteceu na virada de 3 a 1 diante do Criciúma. Com apenas nove minutos em campo, foram dele a finalização que bateu na trave e resultou no gol de rebote de Renan Oliveira (o segundo do Coelhão) e o pênalti sofrido que Bill converteu para fechar o placar.


Ainda é muito cedo para cravar que Hugo Cabral vai dar certo no América, mas jogar pelos lados do campo,seja na esquerda ou na direita, parece o melhor caminho. Diante do Náutico, na estreia da Série B, Hugo atuou 25 minutos como centroavante, ficou isolado e não chamou a atenção.


Se Hugo Cabral mantiver o desempenho e ainda fizer gols, Enderson Moreira pode ter uma dor de cabeça das boas: colocá-lo de titular ou mantê-lo na reserva?


Hugo Cabral titular


Se continuar sendo decisivo nas próximas rodadas da Série B, Hugo Cabral pode roubar o lugar de Felipe Amorim, que não consegue render ofensivamente.


Hugo já mostrou ter melhor relacionamento com as redes, pois marcou nove vezes na Série B 2016 pelo Luverdense. Já o último gol de Amorim foi com a camisa do Coelhão, mas em 12 de setembro de 2015, há quase dois anos!



Uma boa sequência de protagonismo pode fazer com que Hugo Cabral não deixe outra opção a Enderson que não seja escalá-lo desde o começo.


Hugo Cabral no banco


Por outro lado, é normal que um jogador tenha altos e baixos na temporada, ainda mais na longa Série B. Pode ser que Hugo não mantenha o mesmo nível de desempenho do jogo contra o Criciúma, mas continue entrando bem.


Nesse caso, talvez seja melhor deixá-lo no banco de reservas.


Não porque o atacante seja pior que Felipe Amorim, mas por causa do fator talismã.


É inegável que Hugo Cabral mudou o jogo contra o Criciúma, os dois últimos gols do Coelhão saíram de lances seus. Ele conseguiu motivar os companheiros partindo para cima de adversários cansados debaixo da chuva torrencial e ter no elenco um jogador com essa capacidade é sempre importante.


Imagina-se a seguinte situação: Hugo Cabral, titular, não faz boa partida. Pode acontecer, né? A esperança do América estará nos pés de Felipe Amorim? Ao contrário, dá para acreditar na melhora do time quando Hugo entra no segundo tempo.


Nem sempre é vantagem escalar o melhor time em campo desde o início.