Árbitro de fora é o mínimo que o América-MG pode exigir da FMF

O Campeonato Mineiro já não é dos estaduais mais justos, como se pode ver na inversão de mando no outro jogo da semifinal.


Tem time aí que faz manobra para proibir venda de mando na Série A, prejudicando os estádios da Copa 2014, mas fica calado e faz de conta que não é com ele quando acontece a seu favor – a URT vai mandar seu jogo no Mineirão, olha que beleza.


Causa estranheza – para não dizer revolta – ver por que os outros dez times da competição não acabam com essa bobagem de dois resultados iguais no mata-mata, incluindo vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols. É um dos poucos torneios que tem essa regra, claramente para beneficiar – ainda mais – os times que se deseja.


Além disso, a tal dupla de Belo Horizonte ainda recebe umas ajudinhas aqui e ali até na fase de classificação. É um pênalti mal marcado aqui, um gol em impedimento ali, um cartão amarelo ou vermelho para o jogador adversário acolá...


E, assim, as equipes preferidas da federação vão somando pontos e ganhando confiança (vai empatar/perder de time do interior para ver o que a torcida da dupla faz), terminando nas primeiras posições e tendo a tal vantagem nos mata-matas.


América-MG está certo


Divulgação/América Mineiro
Divulgação/América Mineiro

O América-MG sabe bem o motivo de exigir árbitros de fora nos clássicos


Mais uma semifinal de Campeonato Mineiro vai se aproximando e, claramente, o Coelhão é o único que pode despachar os dois rivais e levantar o caneco, já que a URT, a essa altura, deve estar mais preocupada em garantir condições financeiras e técnicas de disputar a Série D em condições de sonhar com o acesso – o objetivo é sempre o calendário nacional, já conquistado em 2018.


É evidente que o rival do Zoológico tem jogadores melhores, simplesmente porque tem mais dinheiro (e muito mais dívidas também, mas isso é outra história). Além disso, os azuis (ou cinzas, por causa do famoso mosaico?) têm a tal vantagem dos resultados iguais.


Portanto, a diretoria do América, representada por Alencar da Silveira Júnior, está certíssima em exigir árbitros de fora de Minas Gerais nos dois jogos das semifinais e também na decisão, caso o resultado de 2016 venha a se repetir.


Cabe a Federação Mineira ter um pouquinho de vergonha na cara e reconhecer que as balanças com as quais seus profissionais pesam as medidas são bem diferentes a depender de qual camisa está em campo – deve ser defeito de fábrica, acontece.


Sendo assim, pelo menos uma das semifinais do Campeonato Mineiro será menos injusta, mais equilibrada.


É o mínimo que se espera de uma entidade séria e que leva o nome do estado que representa, não de certa dupla.