América-MG ainda não testou todas as opções ofensivas

Grêmio 1, América 0.


Mais um jogo em que o Coelhão mostrou suas já conhecidas deficiências. O ataque é praticamente inoperante. E nem se pode dizer que é por culpa total dos atacantes, já que quem contrata um “jogador” como Renan Oliveira não parece gostar de futebol.


Dizem por aí que ele tem qualidade, mas estão enganados. Qualidade tem quem mostra, se não apresenta e não rende é porque não tem. Ou futebol virou só teoria igual ao Championship Manager?


Quanto deve ser o salário desse blecaute (já acabou a luz do vagalume há muito tempo)? Há cinco anos ele é assim, molenga que nem uma lesma, mas há quem cometa o ultraje de contratá-lo. E caro. 


Deveriam pagar os salários de Renan Oliveira (e Felipe Amorim) do próprio bolso, isso sim. Inclusive o técnico, que deve ter indicado ambos. Agora não adianta reclamar que o time é fraco ofensivamente. 


Hora de experimentar


Passado o desabafo (desculpem-me, não aguento burrice!), Enderson Moreira precisa encarar a realidade: é fato que o América não pode ir para a Série B com esses meias ofensivos e atacantes e precisa acertar 100% nessas contratações, já que errou 100% ao trazer os supracitados - e Marion, que nunca mostrou nada em lugar nenhum e tem 25 anos.


Enquanto os reforços não desembarcam e começam a treinar, cabe ao técnico ir com o que tem. Mas que tal experimentar todos os jogadores?


No ataque, Enderson Moreira ainda não pode dizer que o atacante Pilar, 19 anos, não serve para o América. Pudera, ele só jogou na temporada míseros 20 minutos no embate contra o Murici/AL, num campo que nem pode ser chamado como tal.


Vale lembrar de Messias, que diziam treinar muito mal. Bastou começar a jogar para mostrar que tem condições de disputar uma Série B. Se for o caso de Pilar (mal nas atividades), mesmo assim vale testá-lo, pois o máximo que pode acontecer é ele não dar certo também. Promover o jogador aos profissionais para deixá-lo parado é burrice total.


Até porque dos outros atacantes (Hugo e Rubens) já se sabe o que podem fazer. E é certo que não agradaram a ponto de deixar os torcedores tranquilos e confiantes no ataque – ainda há esperança com Hugo, nem que seja na reserva de uma contratação.


ROBERTO VINICIUS/Gazeta Press
ROBERTO VINICIUS/Gazeta Press

Auro virou meia no segundo tempo, mas continuou improdutivo


No meio, a posição-chave é Renan Oliveira, que há meia década é apenas reserva nos times que defende (inclusive no América em 2014), simplesmente porque não tem qualidade e capacidade para jogar bem vários jogos seguidos. Portanto, já está evidente que Renan Oliveira de titular é tempo perdido.


Ao contrário de Renan Oliveira, Gérson Magrão é mais produtivo ofensivamente, embora ainda possa render mais. Até agora são 13 partidas na temporada, nove como titular, mas metade atuando os 90 minutos, com apenas duas substituições no segundo tempo. São três gols até aqui.


Magrão já foi lateral-esquerdo, mas hoje não é a posição em que ele mais rende, pois não tem fôlego na marcação e acaba fazendo faltas perigosas e levando cartões – já são cinco amarelos e um vermelho. Como meia-esquerda, posição em que Danilo Barcelos se destacou, talvez ele precise voltar de vez em quando para acompanhar um adversário pelo lado, o que também não é recomendável.


Portanto, por que não utilizá-lo no meio, como camisa 10?


Com os três volantes, Magrão perde um pouco da obrigação de marcar (pode só cercar) e tem mais força ofensiva que Renan Oliveira, podendo também cair de vez em quando pela esquerda, onde também atuava no CRB de Alagoas. Seu forte chute é uma arma, já que ele estará de frente para o gol e mais perto da área, aumentando o número de finalizações do América, outro grave problema.


Vale fazer essa tentativa na última rodada da 1ª fase do Campeonato Mineiro. Se isso der certo, sobraria mais dinheiro para investir nas contratações de laterais e atacantes, pois com esses aí não vai dar para acreditar no acesso à Série A.