Os quatro desafios do América-MG contra os desesperados

O tempo passa rápido e já vamos fazer nosso 12º jogo da temporada no próximo domingo, contra o lanterna América de Teófilo Otoni. Analisando apenas os números, o Coelhão só perdeu para times da Série A em 2017, pelo menos no tempo normal (não vamos lembrar do desastre da Copa do Brasil).


Contra o Ceará, único adversário de Série B que enfrentamos até aqui, empatamos sem gols em casa num momento em que eles tinham dois ou três jogos disputados no ano, enquanto nós fazíamos a estreia. Isso fez diferença.


Por outro lado, ainda não vencemos com sobras nenhum dos menores do Campeonato Mineiro, embora tenhamos levado para casa os três pontos.


Tropeço mesmo foi diante da URT, pois tivemos várias chances de balançar as redes, mas ficamos no empate sem gols. Contra a Caldense também sobrou o gostinho de derrota com o empate sofrido no fim do segundo tempo, mas é algo que acontece em início de ano.


Os quatro desafios


A partir do América de Teófilo Otoni, o Coelhão terá quatro confrontos decisivos, os últimos da 1ª fase do estadual. Após o jogo do próximo dia 19, vamos receber o Tricordiano no dia 25 de março, sair para medir forças com o Tupi no dia 2 de abril e encerrar a primeira fase uma semana depois, diante do Villa Nova.


Olhando apenas os números, o América tem a obrigação de conseguir quatro vitórias para terminar bem essa etapa e ir cheio de confiança para o mata-mata, onde a coisa começa a valer mesmo.


Afinal, o América de Teófilo Otoni só tem três pontinhos e ainda nem venceu no estadual, assim como o Tricordiano, que soma cinco. O Tupi também tem cinco pontos e só marcou três gols no campeonato (como o Tricordiano), ao passo que o Villa Nova soma sete pontos, mas deverá chegar à última rodada ou livre do rebaixamento, ou no meio da tabela, quase sem risco – a chance de estar brigando por vaga nas semifinais existe, mas é pequena.


Os verdadeiros testes


Divulgação/América Mineiro
Divulgação/América Mineiro

Enderson Moreira precisa mudar as peças que não estão rendendo


Pelos números, inclusive financeiros, já podemos adicionar 12 pontos na tabela e especular o América no mínimo na terceira posição. O problema é que ninguém deveria ser ingênuo ao ponto de se ater apenas à estatística para analisar esse ou aquele adversário.


O América pode até conseguir os tais 12 pontos, mas não é só isso que está em jogo. Nesse momento da temporada, o primordial é também mostrar virtudes e assumir a condição de protagonistas nos confrontos diante dos times menores do estadual, já que essa mesma postura precisará acontecer na Série B.


Ser protagonista não é achar que vai vencer, é ter confiança de que os três pontos virão após mostrarmos qualidade dentro de campo. É algo que o América ainda não fez em 2017, mas está precisando assumir esse papel.


Agora é a hora da arrancada, quando o time cresce, evolui coletivamente e ganha confiança não só para lutar pelo bicampeonato, mas para brigar pelo acesso à Série A. Se não fizer isso, certamente não resultará na eliminação precoce no estadual (vamos nos classificar), mas em mudanças no elenco e, quem sabe, na comissão técnica.


Portanto, é hora de Enderson Moreira e seus comandados se esforçarem ainda mais nos treinamentos (principalmente nos fundamentos básicos do futebol) para que o América tenha êxito nesses quatro jogos decisivos. E eles não serão fáceis, como a tabela insiste em apontar.


Vale a continuidade desse coletivo na temporada.


Qual vai ser?


Vamos montar um time, ou vamos ter que trocar as engrenagens que não funcionam para que o produto final seja pelo menos o acesso à elite nacional? A resposta se dará principalmente nos 360 minutos finais da 1ª fase do estadual.